segunda-feira, 4 de abril de 2016

Movere #7 - Anonimo

Sobre sonhos e névoa

Vivia como quem dorme, um eterno sonho
Sua realidade não era palpável, e tudo que o era não lhe interessava
O tato era seu desgosto. Para quê tocar se não o pode sentir?
O verdadeiro sentido: cheiro som cor
Via seu mundo como queria,
Nas cores vibrantes de um arco-íris cinza
Andava pelas ruas como quem desfila
Ou melhor, voa!
Como se ali não pisasse em almas
Bailando ao som de uma valsa
Ou um musical de 80'
As buzinas não lhe interessavam... Nem as ouvia!
Mas também não ouvia os gritos
O choro
A dor
De todos que há muito desistiram
Que se afogavam na realidade fria
E lhe diziam que estava errada, não poderia viver assim
O sorriso no rosto, o olhar perdido
Não nas cores cinzas do inverno
Sol, céu e mar, quem sabe... Havaí?

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